quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Cap. 02 – Já tem uma resposta para meu convite ?

Pensei muito na pergunta de Paulo:

“nos veremos de novo ?”

A pergunta era fácil e ao mesmo tempo extremamente difícil de se responder. Já havia me acostumado a ter uma vida independente e recheada de boas oportunidades para eventos que jamais eram dispensados.  Minhas amigas, minha chefe e até mesmo minha mãe foram insistentes para que eu aceitasse ao menos o convite para um “inocente sorvete”.

Peguei o telefone para ligar, mas parece que meu mais novo conhecido adivinhou meus pensamentos e ligou primeiro:

- Olá senhorita arisca!! Já tem uma resposta para meu convite ?

Hesitei ao responder, no que fui logo chamada para voltar a realidade:

- Sou tão repugnante assim para que recuse um sorvete ?

Minha mente tinha a resposta perfeita:”não meu Deus de ébano, você é tudo que eu queria hoje!”

Mas eu não sabia se era o melhor a se fazer! E se eu gostasse e ele quisesse apenas diversão ? E se eu não gostasse e quisesse sair correndo ? Se...se... se... eita conjunção difícil... mas decidi arriscar, um sorvete não iria me matar:

- Sim Santiago! Aceito seu convite para um sorvete, APENAS um sorvete, de acordo ?

Paulo gargalhou do outro lado:

- Prometo que serei um santo! A que horas posso buscá-la ?

- Às oito da noite, está bem ?

- Serei pontual! E desligou o telefone.

Consultei o relógio e vi que não tinha muito tempo. Que saco esse lance das horas passarem voando quando precisamos que elas se arrastem. Corri até o guarda-roupa na tentativa de escolher algo apropriado e acabei me decidindo por um vestido jeans tomara que caia  com uma sandália estilo jeans. Deixei o cabelo solto trabalhado na chapinha, tudo bem que já era liso, mas não custava dar um retoque nas madeixas. Mirei minha imagem no espelho e sorri satisfeita, estava bonita sem estar enfeitada demais, afinal, o fato de ser um sorvete nem de longe queria dizer que eu sairia de casa desajeitada. 

A campainha de casa tocou e fui atender já sabendo de quem se tratava. No portão, Santiago me esperava numa calça jeans, desbotada bem justa que preenchia divinamente suas pernas – grossas e lindas. A camisa polo vinho acentuava e me dava uma ideia perfeita do que era seu peitoral e seus braços malhados. Claro que eu tinha que olhar os braços, eles enchiam  a manga de qualquer camisa ou camiseta e eu tinha que admitir que o belo foi feito para ser admirado.

Ostentando aquele sorriso lindo, meu cavalheiro – (céus! Já chamo de MEU CAVALHEIRO! Que merda!) – abriu a porta do carro para mim:

- Vamos ?







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